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MOSAICO DE AGRESSÕES[1]
GILBERTO roCHA[2]
No final do século passado, tinha-se muito mais esperança
e confiança no futuro do que atualmente. Acreditava-se principalmente
que a ciência , o triunfo da razão, conseguiria trazer
paz e progresso. Dava asas à imaginação o que
o futuro prometia: a iluminação elétrica dentro
das casas, as máquinas que possibilitavam deslocamentos rápidos
como o trem e o automóvel, a revolução dos
remédios, uma maior união dos indivíduos através
do patriotismo, o telefone facilitando as comunicações
à distância, as indústrias tornavam-se cada
vez mais poderosas e os jornais descobriam a publicidade. Tudo indicava
a proximidade de um novo século de progresso material para
todos e de celebração da vida! Muitos acreditavam
em mudar o mundo através da razão. Hoje, cem anos
depois, somos mais modestos, não nos preocupamos tanto em
querer mudar os podres poderes do mundo. Os valores contemporâneos
são pautados pela quantidade daquilo que se pode consumir.
O conformismo proporcionado pelos valores materiais, estereliza
as singularidades e as ambições ideológicas
do indivíduo, criando o preconceito contra os mais desprovidos.
A pergunta que Freud lançou em seu livro “O mal-estar
na civilização”, faz-se novamente: “Será
que o supereu continuará conseguindo administrar o manejo
de nossas pulsões destrutivas para continuar assim sua convivência
com a cultura?”[3] Isso quer dizer que cada vez mais o ser
humano terá de produzir novas formas de subjetivação
para manejar as propriedades das pulsões agressivas/destrutivas?
E se os manejos faltarem, estaremos novamente num mundo darwiniano
onde a sobrevivência é o bem supremo?
Existem formas do indivíduo relacionar-se com a agressividade
na vida que são valorizadas, enquanto que outras não
o são. Umas são banidas, outras não, dependendo
das circunstâncias e do momento do processo civilizatório.
Mas, uma coisa é certa, um mundo sem delinquência,
disputas, assassinatos, etc, seria um mundo impossível, um
mundo sem crueldade, sem destruições, sem transgressões,
sem complexo de Édipo.
Muitas dessas situações agressivas não podem
nos levar para outro lugar senão o do mal-estar mencionado
nas reflexões do psicanalista austríaco, que em seu
livro publicado em 1930, nos relata a oposição existente
entre a agressividade e a cvilização[4]. Mais tarde,
encontraremos trabalhos que irão começar a dar importância
ao aprofundamento do estudo da positividade da agressividade e,
irão priorizar essa outra forma de manifestação
das pulsões agressivas que viabiliza a convivencia com a
cultura[5]. Parece ser o caso de alguns profissionais como médicos
cirurgiões, açougueiros, policiais e tantos outros.
Figuras sociais, onde as pulsões agressivas/destrutivas encontram-se
constantemente em situação de descarga, portanto em
situação de controle, disciplinadas, quase dominadas.
Abraçar uma carreira profissional na qual o sujeito esta
constantemente manipulando sua agressividade, parece em primeiro
lugar, uma forma de poder exercer mais intensamente sua porção
agressiva e em segundo, uma forma de não renunciar ao prazer
que está associado a essa descarga.
Existem formas de manejar a força destrutiva das pulsões
agressivas dentro de um mesmo grupo de pessoas. Uma delas , a eleição
de um inimigo comum, é uma maneira já consagradíssima
pela cultura neste século XX para o manejo das pulsões
agressivas/destrutivas. É interessante notar que a eleição
de um inimigo comum em determinada sociedade, não diminue
a violência, ela somente muda de direção, pois
agora está direcionada para o inimigo. Nestas situações,
existe uma relocação da pulsão de morte orientada
para o exterior e em hipótese alguma um evitamento ou mesmo
enfraquecimento da intensidade da agressividade humana. Pode-se
diminuir a destrutividade entre os membros de determinado grupo,
mas por outro lado não se consegue diluir a pulsão
agressiva que é redirecionada para outro lugar. O futuro
de paz que o final do século XIX anteviu para o século
seguinte tornou-se, então, o futuro de uma ilusão,
pois foi o século XX que, em termos de atrocidades e extermínios
auxiliados pela teconologia, possívelmente, deu um show nas
centenas de séculos que o antecederam. Alguns autores, entre
eles Peter Gay, aponta o amor pelo próprio país e
o ódio aos inimigos ( o patriotismo), como um dos maiores
álibis da cultura para criação de situações
agressivas/destrutivas testemunhado pela história universal:
“O amor ao próprio país e o ódio aos
inimigos se mostraram as mais potentes racioanalizações
para a agressão que ao longo do século XIX produziu,
conquistando a dúbia honraria de ser o álibi dos alíbis”[6].
I - Mídia e poder
Michel Focault, nos chama atenção em seu livro “A
história da sexualidade I ...”, para o fato de que
em nossa cultura, a proibição, além ou por
causa do fascínio que exerce, faz-se geralmente acompanhar
de uma proliferacão discursiva.[7] É o caso da sexualidade,
e também o da agressividade . Estamos percebendo que a proliferação
discursiva sobre a agressividade humana, cada vez ganha mais espaço
na mídia. Por que a mídia veicula tanta destrutividade
através de sua programação? Será porque
assim ela reflete a agressividade que se encontra latente em sua
clientela? Podemos dizer, que a mídia é uma grande
divulgadora da agressividade humana, pois assistindo um canal de
notícias na televisão , o espectador vai percorrer
um mundo em que a agressividade dá show, velada ou não,
é notícia, torna-se espetáculo. Hoje, os noticiários,
refletem um mundo repleto de disputas e violência: guerras,
atentados, imagens de um único indivíduo apanhando
geralmente de pequenos grupos uniformizados, a política da
violência, a violência política, suicídios
e execuções ( legais ou não ) são alguns
exemplos.
As execuções públicas, na época clássica
tinham poder de espetáculo e sempre deram vazão à
dramaticidade que às vezes acompanham as pulsões agressivas.
Michel Foucault, descreve em “Vigiar e Punir”[8], o
quão cruel podiam ser os suplícios impingidos pela
punição através do castigo-espetáculo
ocorridos até o final do século XVIII e início
do século XIX. Atualmente, continuamos às voltas com
o crime-espetáculo, que de certa forma não deixa de
ser no essencial uma variação do mesmo espetáculo,
o espetáculo da agressividade que na época clássica,
ocorria em praças públicas. Atualmente, através
dos meios de comunicação ela acontece na privacidade
acolhedora da casa do sujeito.
É fácil notar como os meios de comunicação
servem de suporte, investem e enriquecem as notícias sobre
violência, em seu poder de sedução através
do espetáculo.Essas notícias são o prato principal
e predileto da mídia, que sabe que os patrocinadores sabem
que essas informações refletem a agressividade do
sujeito e exercem um tipo de atração que se mantem
através da intensificação e reprodução
das notícias sobre violência. A avalanche desse tipo
de notícia acaba banalizando, quase que absorvendo e assimilando
o roubo, o assassinato, o estrupo no nosso dia a dia da atualidade.
II – Alguns formas de convivência entre a pulsão
de morte e a civilização.
Existem várias maneiras de tentar contornar o problema
da desagregação social causada pela pulsão
de morte dentro de uma sociedade. O planejamento urbano, a arquitetura
e a tecnologia podem ser considerados como alguns exemplos...
Dependendo da estrutura urbana de uma cidade, pode-se estimular
ou diminuir as condições de possibilidades para o
surgimento de acontecimentos que envolvem a descarga da pulsão
de morte/destrutiva. O planejamento urbano por exemplo, pode trazer
contribuições para diminuir a tensão do narcisismo
das pequenas diferenças através da mistura de diversos
grupos étnicos ou de classes sociais diferentes estimulando-os
à convivência, ajudando-os e incentivando-os. Facilita-se
o convívio entre eles para tentar, dessa forma, ajudar a
diminuir o índice de criminalidade do lugar em que habitam[9].
Outra contribuição vem da arquitetura urbana através
dos shoppings e condomínios que são construídos
com finalidade, entre outras coisas, de criar “ilhas contemporâneas
de segurança” contra a violência. Essas áreas
mais vigiadas e protegidas conseguem diminuir e evitar a violência
que vem de fora desses lugares, porém, não conseguem
inibir de forma alguma a violência existente nas pessoas que
frequentam essas “ilhas de segurança”. Outro
exemplo de tentar manejar e conviver com a força destrutiva
da pulsão de morte acontece no Rio de Janeiro. Depois de
uma volta pela cidade, o recém-chegado turista poderá
pensar o seguinte: por que a maioria dos edifícios, casas
e praças nesta cidade são cercados por grades? Será
que, na verdade, o récem-chegado está constatando
alguma coisa que poderíamos chamar de arquitetura urbana
da agressividade, onde a ordenação possibilitada pela
arquitetura, cria e impõe suas regras para docilizar os corpos?
O culto da agressividade, aos poucos, desenvolveu também
a indústria da violência e seu poder político.
Os produtos dessa indústria continuam em franca expansão
motivado pela procura do mercado consumidor. Seguranças armados,
câmeras vigilantes, seguros, alarmes, grades, carros blindados,
armas com tecnologia avançada, são assimilados pela
cultura ocidental contemporânea como “comuns”,
“normais “ em nosso cotidiano. A indústria da
vigilância e controle, por exemplo, coloca suas câmaras
de vídeo nos ambientes públicos, nos lugares de comércio
e de negócios. Essa forma de vigilância cria a situação
de que todos devem ser filmados por prevenção, de
que todos à princípio são suspeitos. Essa “indústria”
exerce um tipo de poder, com o registro do olhar tecno/panóptico,
que tem por objetivo vigiar para assegurar e prevenir. Acreditam
que a tecnologia é melhor do que os duvidosos resultados
da investigação policial . Portanto, todos devem ser
vigiados e controlados, pois as pulsões destrutivas podem
encontrar-se a espreita, aguardando condições de possibilidades
para inesperadamente revelar a sua face.
III – Submissão e agressividade
Na Psiquiatria, desde seu início, temos um bom exemplo
de como as normas disciplinadoras através da agressividade
conseguem dominar, submeter e docilizar os corpos para dar conta
de uma intimidade que se apresenta revoltada e indisciplinada. O
enclausuramento, cirurgias, eletrochoques com caráter punitivo,
abuso de autoridade e outras tantas agressões infinitesimais
que se explicavam como terapêuticas, foram fartamente usados
na história da Psiquiatria [10], ainda resistindo em alguns
redutos.
A agressão exige geralmente, principalmente a física,
que um dos componentes da situação agressiva seja
mais forte que o outro. Daí, o peso da violência recair
principalmente mais sobre os velhos, as mulheres e as crianças.
Figuras sociais desprovidas de força física. O que
se entende por violência atualmente se ampliou para dar conta
das novas formas de violência e sujeição do
indivíduo. É considerado violência contra a
pessoa, o fato de crianças com idades as mais variadas (
começando às vezes aos 6 ou 7 anos ), trabalharem
em período escolar. Isto acontece principalmente em zonas
rurais de países com desenvolvimento lento, onde essas crianças
ao invés de estudarem, se vêem na condição
de ter que ajudar o parco orçamento da sua família
para poder seguir vivendo. Subtrair a oportunidade de uma criança
se desenvolver, parece ser o objetivo de políticas conservadoras
e no caso conservadoras e corruptas, que através desse “manejo”,
cria um mercado de trabalho barato e cativo. Essas políticas
de sujeição e alienação do indivíduo
à ignorância e à pobreza, tem o intuito único
de dificultar o aparecimento das condições de possibilidades
, para o indivíduo poder sair de sua condição
miserável. Isso nos indica por um lado, uma forma de exploração
que leva a criança a submeter-se ao universo das pulsões
agressivas/destrutivas do adulto. Por outro lado, no lugar de poder
do assujeitador, as pulsões agressivas encontram-se canalizadas
para a obtenção de prazer, através da sujeição
do outro e da otenção de lucros financeiros resultante
disso.
Antigamente, as pulsões agressivas justificadas como disciplinadoras,
fez com que muitos filhos, escravos, alunos, muitos colonizados,
tenham provado do “estalar “ do chicote, da vara de
marmelo, do chinelo, do cinto, ou mesmo da palmatória. O
castigo corporal foi e é mantido como o melhor e mais rápido
restabelecedor de autoridade por parte de quem infringe a punição
e faz parte também do que chamamos de pedagogia pelo mêdo.
Um certo prazer nesse exercício de poder através do
castigo corporal existe, e na verdade, no que diz respeito aos castigos
corporais que ocorrem na educação dos filhos, é
uma prática que jamais foi totalmente abolida pelos pais.
Na atualidade na cultura ocidental, ela tem a forma de uma coisa
em desuso, mas que o menor sentimento de perda de autoridade faz
com que, tal como Fênix, ressurja das cinzas o “ultrapassado”
castigo físico. Com o fim de um tipo de servidão humana
chamada no Brasil de escravidão do trabalho negro, as pulsões
agressivas dos açoitadores tiveram que mudar de objeto de
descarga. Talvez seus filhos, suas mulheres, seus animais domésticos
tenham sentido na própria pele a abolição do
trabalho escravo no final do século XIX.
A sujeição através do castigo físico
no Brasil de hoje, ficou mais hipócrita. Existe geralmente,
atrás dos muros das penitenciárias, das delegacias,
das casas de correção para menores, nessas “ilhas
de privacidade” onde a violência física e mental
andam unidas. Somado ao espancamento hoje temos nas prisões,
um novo instrumento de castigo físico: a superlotação
das cadeias, que junto com a pancadaria nos corpos se constitue
como um instrumento eficiente de controle assujeitador e boicotador
da auto-estima dessas pessoas que em sua maioria esmagadora, são
integrantes das classes populares. Tenta-se assim, reduzir o sujeito
à sua insignificância e conduzi-lo a uma disciplinada
docilidade alcançada e mantida sob controle e vigilância
a base de muita porrada por parte das estruturas de contenção.
Nessas “ ilhas de privacidade”, o sujeito será
reprimido através de castigos corporais exemplares, que também
são receitados pelos aparelhos de repressão de uma
forma geral para diminuir o sentimento de onipotência, de
arrogância e de auto- estima. Uma forma de aniquilação
psíquica.
A violência contra a velhice, pode não ser só
física, pode ser de uma forma que ataca psicologicamente
o velho. Por exemplo, a violência por motivos econômicos
cria no sujeito repetidas vezes um sentimento de estar em depressão.
É comum em países com seus “sistema de previdência
social falido”, aviltar e diminuir os ganhos dos aposentados.
Uma violência legalizada pela globalização,
que atinge as pessoas no final de suas vidas, comprometendo sua
alimentação, habitação, lazer e bem-estar.
Coloca-os numa condição difícil de dependencia
e fragilidade, num mundo de muita disputa, intolerância e
pouca solidariedade.
As mulheres no Brasil, foram bastante molestadas físicamente
na história dessa cultura. Estrupos, pancadaria, assassinatos
sexuais ... Até cinquenta anos atrás, principalmente
no interior, era difícil um homem ser condenado pela justiça,
por matar sua mulher. A vingança de ser traído pela
mulher com outro homem, terminava com freqüencia em assassinato.
Sem sombra de dúvidas, se fosse da elite, certamente sua
sentença já era conhecida desde o princípio
do julgamento, inocente! Inocente, por exercer seu direito de honra
de ser homem e por isso jamais poder ser traído em sua sexualidade,
virilidade, em sua potência. Era uma ameaça de morte
concreta para a mulher. Ameaça ... , ameaça democrática,
que infiltrou-se nas camadas as mais ricas e poderosas até
as mais pobres e miseráveis. Dava assim ao sexo masculino
o poder veladamente, de direito de vida e morte sobre a mulher,
tal como o espírito que reinava entre o soberano e seus súditos
na época clássica. Com sua superioridade física,
o homem tomou o corpo da mulher, como extensão do seu próprio
corpo, sua propriedade, “o quintal de sua casa “, onde
os abusos contra a mulher, estrupos, pancadarias, assassinatos,
eram vistos e sentidos como algo que não deveria sair do
âmbito de sua privacidade, não deveria tornar- se público.
O machismo preponderante fornecia ao homem dessa época bons
álibis para exercer sua crueldade no corpo da mulher, além
do que as histórias de traição repetidas vezes
foram motivos de piadas e chacotas. Despertavam, alimentavam a imaginação
e a curiosidade das pessoas. Essas histórias inicialmente
foram aproveitadas pelos jornais e romancistas para vender e atualmente
são muito utilizadas pela mídia eletrônica,
principalmente pelas novelas.
Finalizando, estas considerações sobre a agressividade
foram concebidas para mostrar alguns exemplos de exigências
das pulsões agressivas que às vezes encontram-se em
antagonismo com o processo civilizatório mas que em outras
podem encontrar-se conciliadas com as restrições impostas
por esse mesmo processo. Trata-se portanto, de uma tentativa de
pensar algumas formas da pulsão de morte se fazer presente
na atualidade, num país abaixo dos trópicos, inserido
nos valores da civilização ocidental.
[1] Esse artigo é baseado no trabalho publicado na revista
“on line”do colóquio Etats-Généraux
de la Psychanalyse, Paris- La Sorbonne, realizado em Julho/2ooo,
com o título “Mosaïque d’Agressions”.
[1] Psicanalista, membro do Espaço Brasileiro de Estudos
Psicanalíticos e da Société Internationale
d”Histoire de la Psychanalyse et de la Psychiatrie e autor
de Introducão ao Nascimento da Psicanálise no Brasil
(Forense Universitária).
[1] Freud, Sigmund. O mal- estar na civilização.
R.J. Imago ed., vol. XXI. 1969. pág. 36.
[1] Idem, pág. 68.
[1] Não é objeto desse estudo a questão psicanalítica
das várias combinações entre a pulsão
de vida e de morte.
[1] Gay, Peter. The cultivation of hatred – The bourgeois
Experience III - Victoria to Freud. W.W. Norton . NY. 1993. pág.
518.
[1] Foucault, Michel. L’Histoire de la Sexualité I
– La volonté de savoir. Gallimard. Paris. 1976. pág.
61.
[1] Foucault, Michel. Surveiller et Punir. Gallimard. Paris. a975.
p. 14.
[1] Sennett, Richard. Carne e Pedra – o corpo e a cidade
na civilização ocidental. Record. R.J. 1994. pág.
19.
[1] Rocha, Gilberto S. Introdução ao Nascimento da
Psicanalise no Brasil. Forense Universitária. R.J. 1989.
pág. 86.
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[1] Esse artigo é baseado no trabalho publicado na revista
“on line”do colóquio Etats-Généraux
de la Psychanalyse, Paris- La Sorbonne, realizado em Julho/2ooo,
com o título “Mosaïque d’Agressions”.
[2] Psicanalista, membro do Espaço Brasileiro de Estudos
Psicanalíticos e da Société Internationale
d”Histoire de la Psychanalyse et de la Psychiatrie e autor
de Introducão ao Nascimento da Psicanálise no Brasil
(Forense Universitária).
[3] Freud, Sigmund. O mal- estar na civilização.
R.J. Imago ed., vol. XXI. 1969. pág. 36.
[4] Idem, pág. 68.
[5] Não é objeto desse estudo a questão psicanalítica
das várias combinações entre a pulsão
de vida e de morte.
[6] Gay, Peter. The cultivation of hatred – The bourgeois
Experience III - Victoria to Freud. W.W. Norton . NY. 1993. pág.
518.
[7] Foucault, Michel. L’Histoire de la Sexualité I
– La volonté de savoir. Gallimard. Paris. 1976. pág.
61.
[8] Foucault, Michel. Surveiller et Punir. Gallimard. Paris. a975.
p. 14.
[9] Sennett, Richard. Carne e Pedra – o corpo e a cidade
na civilização ocidental. Record. R.J. 1994. pág.
19.
[10] Rocha, Gilberto S. Introdução ao Nascimento
da Psicanalise no Brasil. Forense Universitária. R.J. 1989.
pág. 86.
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